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23/10/2009 Consórcio - Mulheres são 40% Consórcio - Mulheres são 40%
As mulheres e os jovens entre 20 e 29 anos estão entre os compradores que mais se interessam por adquirir cotas de consórcios. Dados da Associação Brasileira de Administradores de Consórcios (Abac) apontam que elas já respondem por 40% das cotas de imóveis vendidas em 2009, contra a participação de 35% apresentada em 2006, ano-base da pesquisa realizada pela Quorum Brasil e que revelou que as mulheres e os jovens se destacam entre os brasileiros que mais adquirem consórcios no País.
Denominado como “Estudo de Cenários e Oportunidades”, a pesquisa mostrou que as mulheres, que já tinham forte participação nos consórcios de automóveis (44% dos clientes), continuaram ampliando seu espaço e hoje representam 40% no segmento de imóveis.
A advogada Joanita Faryniak, 32 anos, comprou o consórcio para a compra de uma carta de crédito de R$ 60 mil, em 2006, do Consórcio Ademilar. “Na época eu era noiva e fiz a escolha por causa das taxas que eram menores do que as cobradas para financiamento”, conta.
Ela lembra que fechou o negócio em maio e foi sorteada na quarta parcela em agosto de 2006. “Como deixei o dinheiro rendendo até encontrar o imóvel , quando comprei o meu apartamento, dei R$ 60 mil para a construtora e o rendimento usei para pagar os custos da escritura do imóvel”, conta. Joanita lembra que a carta de crédito era de uns R$ 63 mil.
A contadora Márcia Vanessa Lopes, 36 anos, também optou pelo consórcio para comprar o seu primeiro imóvel pelo Consórcio Racon. “Primeiro eu estava pagando as parcelas para uma carta de crédito de R$ 40 mil, mas agora estou com uma de R$ 80 mil”, conta. Ela ingressou no grupo há dois anos, mas ainda não foi sorteada.
A mudança, segundo ela, foi realizada por conta de uma pesquisa de mercado. “Eu comecei a ver os imóveis e percebi que com apenas R$ 40 mil não conseguiria comprar o tipo de imóvel que queria”, lembra a contadora.
Ela conta que chegou até a empresa, há dois anos, através de amigos. “Eu estava pesquisando as outras formas para comprar um imóvel e nem mesmo na Caixa encontrei taxas tão pequenas”, lembra. Márcia relata que os amigos já estavam acostumados a trabalhar com consórcios como forma de investimento e por isso indicaram a ela o grupo.
A pesquisa da Abac foi feira no primeiro semestre deste ano junto a 654 entrevistados, consorciados de grupos em andamento e não consorciados em cidades com maior IPC (Índice de Potencial de Consumo). Foram ouvidas pessoas das classes A, B, C e D, entre as quais o consórcio esteve mais presente nas três primeiras com destaque para a B.
Vendas — Estudo da Abac aponta ainda um crescimento de 10,4% na venda de cotas de consórcios de imóveis no País, no primeiro semestre deste ano, frente a igual período do ano passado. Enquanto nos seis primeiros meses do ano passado eles somavam 29 mil, em 2009 totalizaram pouco mais de 32 mil.
Na Ademilar, administradora de consórcios especializada em imóveis, com sede em Curitiba, o crescimento no semestre foi de 51,5% em relação ao mesmo período do ano passado. As vendas passaram de R$ 104,9 milhões para R$ 158,9 milhões em créditos para o setor imobiliário. Só no último mês, foram 80 famílias contempladas, um recorde para a empresa.
Fonte: Portal Paranaense
Data: 30/10/2009 17:25:42
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